A requalificação da Avenida Afonso Pena nunca foi um improviso, mas sim o resultado maduro de anos de planejamento urbano. O projeto — que integra o Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob-BH) e o Plano Diretor — é uma intervenção completa: prevê a tão necessária ciclovia da Praça da Bandeira à Rodoviária, a reforma dos passeios para garantir acessibilidade real a pessoas com deficiência e a implantação de faixas exclusivas para ônibus. Tudo isso foi debatido com a sociedade, aprovado pela Câmara Municipal e possui orçamento garantido. O dinheiro existe. O projeto é lei. A execução é, portanto, um dever!
No entanto, Belo Horizonte assiste hoje a um espetáculo de incoerência e irresponsabilidade com o patrimônio público. O prefeito Álvaro Damião, que já declarou querer desfazer a obra, votou a favor do Plano Diretor quando era vereador. Ou seja: o prefeito tenta destruir hoje o que ele mesmo ajudou a aprovar ontem. Ao paralisar uma obra com recursos já empenhados e ameaçar desconstruir o que já foi entregue, Damião não ignora apenas a técnica; ele ignora o próprio voto e a soberania das leis que ajudou a criar. É uma gestão que trata o planejamento da cidade como se fosse seu quintal particular.
Essa postura arbitrária desrespeita o recurso público e a memória de quem construiu a nossa política urbana. Eveline Trevisan, urbanista e servidora dedicada, foi peça-chave na construção deste planejamento. O trabalho de uma vida inteira de Eveline — pautado pela excelência técnica e pelo sonho de uma BH mais humana — está sendo tratado como descarte por uma canetada política sem fundamento. Não permitiremos que o legado dela e o dinheiro da cidade sejam jogados na lata do lixo por puro capricho. Desfazer o que já foi pago pelo contribuinte é crime contra o patrimônio coletivo!
A Justiça já deu o veredito em setembro de 2025: a obra é legal, planejada e necessária. Não existem mais desculpas jurídicas, apenas a paralisia imposta pela prefeitura. Por isso, nossa urgência é máxima. Precisamos de 15 mil assinaturas em apenas 15 dias para levar esta exigência ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). O Tribunal precisa intervir para garantir que a lei seja cumprida e que o dinheiro público não seja desperdiçado em decisões contraditórias e autoritárias.
O recurso existe, a lei foi aprovada pelo próprio prefeito e a cidade tem pressa. Assine a petição pela retomada imediata da requalificação da Afonso Pena. Vamos mostrar que Belo Horizonte não aceita desperdício nem hipocrisia!
Tá pago? Executa!
Executa, Damião!