A requalificação da Avenida Afonso Pena é fruto de anos de planejamento urbano. Prevista no Plano Diretor e no Plano de Mobilidade de Belo Horizonte (PlanMob-BH), a obra inclui a implantação da ciclovia entre a Praça da Bandeira e a Rodoviária, melhorias de acessibilidade nas calçadas e faixas exclusivas para ônibus. Tudo isso debatido com a sociedade, aprovado pela Câmara Municipal e com orçamento garantido. O dinheiro existe. O projeto é lei. A execução é, portanto, um dever!
Mas Belo Horizonte vive uma situação absurda: o contrato foi oficialmente encerrado e quase 90% do valor estimado já saiu dos cofres públicos, mas o projeto foi deixado incompleto. Pior: o prefeito Álvaro Damião usou a máquina pública para desmontar parte do que já havia sido construído — uma intervenção que ele mesmo, enquanto vereador, ajudou a aprovar.
Ao destruir estruturas prontas, a gestão joga no lixo recursos públicos, anos de planejamento e a segurança viária da avenida que mais atropela pessoas em BH. Essa postura desrespeita o dinheiro do contribuinte e o trabalho de quem ajudou a construir a política urbana de Belo Horizonte, honrando o legado da urbanista Eveline Trevisan, que dedicou sua trajetória a planejar uma cidade mais humana.
A Justiça já decidiu: a obra é legal e necessária. Diante da recusa da prefeitura em entregar o projeto que a cidade contratou, a sociedade civil se uniu. No dia 3 de julho de 2026, levamos a força de 13.963 belo-horizontinos direto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). Protocolamos uma denúncia formal para que o órgão fiscalizador intervenha e emita uma ordem legal forçando o Executivo a cumprir o escopo integral do projeto.
A nossa petição foi entregue, mas a luta não acabou. Agora, cobramos agilidade do Tribunal e total transparência sobre as contas da avenida. Continuaremos mobilizados vigiando cada passo da administração municipal. Vamos mostrar que Belo Horizonte não aceita desperdício nem hipocrisia!
Tá pago? Executa, Damião!